12/04/2017

O Mundo não Linear

Dia destes voltei a estudar na faculdade e muita coisa mudou pra mim. Alguns sabem que iniciei a graduação em História numa faculdade convencional durante o ano passado e cada dia que passa me apaixono mais pelo curso. Por motivos trabalhistas tive que mudar de instituição e estou fazendo faculdade a distância. Ainda estou me acostumando, vamos ver no que dá. Ainda amo a História mais que tudo nesse mundo 💛

Antes do curso eu tinha acesso a um conteúdo militante de esquerda e me encantava cada dia mais por esse universo. Não me via como uma pessoa radical, mas talvez eu estivesse sendo sem perceber. Daí decidi estudar para, ao menos, ter mais convicção no que falo. Isso me trouxe uma certa insegurança e um medo de perder a naturalidade, me encher de academicismo, enfim... Mas ainda sim decidi ir em frente e ter mais cautela, porque não quero deixar registrado coisas mal feitas, sem fontes, sem segurança.

Quando criei esse blog eu tinha em mente levar para pessoas conteúdo, cultura e militância de Esquerda. Ainda é um propósito na minha vida atingir o máximo de pessoas possíveis, mas ainda que isso não ocorra, viver num mundo com menos desigualdades já me fará mais feliz. História, Literatura, Filosofia... Todo universo das ciências humanas com quem gosta de conversar é minha meta para este blog também. Se você curte, chega mais!!

A questão é que: Se eu amo as ciências Humanas, por que exigir uma atitude radical e exata? Estava sendo incoerente. Eu me posicionei contra os "isentões" durante muito tempo e ainda tenho uma certa aversão com quem não se posiciona (o famoso: não sou de direita nem de esquerda). Mas pensando racionalmente, estas pessoas que estão certas. Reparem só como nós nos portamos ao estar perto de pessoas contrárias a nossas ideologias mas que temos apreço: nos portamos como isentões. A vontade de estar perto daquela pessoa querida + a educação que papai e mamãe nos deu nos faz agir como isentões e não há mal nenhum nisto, não se culpe. É bem melhor ser assim que enfiar algo goela abaixo, afastando as pessoas.

Não podemos apoiar uma ideologia em 100% de sua natureza sem questioná-la, isso é burrice. Sempre questione e tente não ser radical, estou praticando isto como exercício diariamente. Enfim, espero que esta postagem deixe claro os objetivos do Blog, quero que saibam que, embora eu apoie a Esquerda, questiono suas ideias e convido a todos para fazer o mesmo.

Um ponto importante a se destacar é a vivência: não que ela seja tudo numa discussão, mas tem um peso imenso. Estudando sobre conflitos israelenses, por exemplo, a gente tem uma visão bem dura e concreta sobre o movimento sionista. Mas ao visitar a Palestina e outros locais no oriente médio chegamos a conclusão que nem tudo é como parece. Primeiramente: a mídia mente. Segundo: Nunca sabemos ao certo como é a vida de alguém, só a pessoa sabe exatamente o que se passa. Muito provavelmente se um dia você for a Israel, escutará versões justas dos dois lados.

Não estou defendendo o Estado de Israel mas apenas exemplificando como o mundo é não linear. Não existem santos. A faculdade de História me surpreende cada dia mais ao me ensinar como estudar e como questionar o mundo de uma maneira mais livre. Recomendo a todos!!

Thainá Santos

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