03/10/2016

Crivella ou Freixo? Quem será seu segundo turno?

Este blog aqui é progressista, somos a favor da luta de classes e nunca escondi isto. O que não me impede de ser crítica a própria esquerda e reconhecer vitórias na direita. Quando começou-se estas eleições municipais, a única coisa que não queria de jeito nenhuma era que o candidato Pedro Paulo vencesse. Além do câncer pertencer ao PMDB (que já estava a 8 anos no Rio), acredito que a alternância de poder deve ser primordial no nosso governo (Pedro Paulo, pra quem não sabe, era candidato do atual prefeito Eduardo Paes, que já não aguentamos mais).

Daí que neste domingo vimos que o segundo turno será composto Marcelo Freixo (PSOL) e Marcelo Crivella (PRB).

Infelizmente não vejo o Freixo como melhor opção para zona oeste da cidade, a maior área, por sinal. Ele conhece pouco do local e ainda se restringe demais as elites universitárias. Os progressistas da cidade ainda se limitam a frequentar certos locais, se ausentando de onde mais precisa (isto está mudando, aos poucos).

Mas votar em Marcelo Crivella? Jamais! Primeiramente quero deixar claro que não odeio Crivella (meu problema era com o Pedro Paulo, nunca escondi) e conheço seus projetos sociais (como a Fazenda Nova Canaã na Bahia). O problema de Crivella é ser bispo da igreja universal!

"Mas Thainá, ele não mistura religião com política, um evangélico pode ser médico, pode ser advogado, mas não pode ser político???" A resposta é NÃO.

Crivella já ajudou muitas pessoas, disso não tenho dúvidas, e ultimamente tem feito campanha desvinculando sua imagem da religião. No entanto, o mesmo, no passado, já foi laranja pra livrar a cara da Universal cheia de bens e deu preferência a pessoas da sua igreja em listas de projetos ligados ao governo.

Por mais que ele se esforce pra apagar a imagem de religioso, deixou bem claro que suas convicções estão acima do bem estar social de quem ele representa. Ou seja, ele mistura sim política com religião (procure se informar o que ele acha sobre pautas progressistas como a legalização do aborto, casamento civil igualitário, etc).

Em entrevista no RJTV disse que: "_Por que um religioso não pode trabalhar na política? Se ele pode ser engenheiro, advogado, médico, por que não pode ser prefeito?" Senhor Crivella, um religioso não pode ser prefeito porque vocês tem dificuldade de separar suas convicções de seus desejos pro povo.

Religião é ideologia, é estilo de vida, e política é a mesma coisa, a única diferença é que a primeira acredita em coisas sobrenaturais, a segunda não.

Como ninguém está a fim de ser induzido a viver conforme seus duendes, religioso NÃO PODE SER POLÍTICO!

Além disto, Marcelo Freixo tem mais consciência de como ocorre a violência aqui na nossa cidade. Acusado de ser defensor de bandido, denunciou esquemas de milícias compostas por policiais militares. Ele entende que a raiz do problema deve ser combatida, não remediadores.

Marcelo Freixo não defende bandidos, defende a lei. Ele acredita que todos devem ser punidos igualmente na proporção de seus crimes, e não apenas os pobres e negros. Então, apesar do voto ser secreto, apoiamos a candidatura de Marcelo Freixo.

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